A cada novidade ou lançamento, querem compartilhar o feito com a imprensa para que jornalistas e demais formadores de opinião possam validar o produto. Afinal, quem não gosta de ter o seu nome, ou a sua marcar, em espaços espontâneos e ainda validado pela mídia?

Mas será que toda empresa ou profissional liberal precisa de uma assessoria de imprensa? A resposta é óbvia, claro que sim. Comunicar o que você faz, usando uma linguagem jornalística e prestando serviço, ou seja, explicando uma determinada situação para que as pessoas entendam o impacto – positivo ou negativo – em suas vidas, mostrando como que o dia a dia pode ser melhor, os motivos da alta do dólar,  como se prevenir de uma determinada doença e ficar alerta em relação a determinados sintomas são formas de conquistar e atender a imprensa porque falamos de interesses gerais. A informação passa então a ser essencial para todos.

Aqui, temos que fazer um pequeno alerta. Sim, é possível posicionar a sua marca, serviço ou até mesmo produto através de reportagens e artigos, mas vai depender do tratamento dado ao texto. Escrever em um release (material que o assessor enviar para as redações) que o seu produto é líder de mercado, o melhor, o único, com uma tecnologia antes nunca vista… vai direto para o lixo.

É possível ter algo desse tipo publicado na imprensa? Até consegue, mas a isso damos o nome de espaço publicitário. Sabe aqueles artigos publicados em jornais e revista que possuem corpo, fonte, tratamento de imagem e até um fio em volta separando dos demais? Então, é isso.

Comprar é diferente do espontâneo, e  fica nítido para o leitor que você comprou aquele espaço para dizer o que bem se quer,  sem ser entrevistado ou consultado pelo repórter, não passou por um processo de isenção ou tão pouco validação do pauteiro, repórter, e editor… sim, o seu texto passo por tudo isso até chegar na sonhada publicação. O assessor precisa vencer todas essas barreiras, além dos 879 e-mails que inundam as redações todos os dias e ainda com o mesmo assunto da sua empresa.

Além dessa habilidade de transformar o seu “produto” em algo interessante para os veículos, todo o processo de comunicação demanda um tempo. Não é à toa que chamamos o serviço de assessoria de imprensa como sendo um relacionamento com a imprensa e, assim como os casais que estão juntos há anos, tudo começa aos poucos, fornecendo informações relevantes, fidedignas, talvez exclusivas e isso para mostrar que o cliente ao qual se trabalha realmente é tudo aquilo que o assessor escreve… e acredite, isso leva tempo.

Corra do profissional que “garante” jornais, revistas, sites x, y, z logo que o atendimento inicia. Isso não existe. E ser “amigo” de repórter não garante que o seu material será publicado. Lembra da história do pauteiro, redator, editor então, já faz com que esse tipo de argumento se esvazie. A não ser que esse assessor te encaminhe para o departamento comercial, mas não é isso que queremos, não é verdade? Afinal, são incontáveis os leads, e as oportunidades, que podem surgir para o seu negócio quando a publicação é repleta de prestação de serviço, espontânea e ainda é divulgada em um veículo de comunicação alinhada com o seu público-alvo.

*Carolina Lara é uma apaixonada pelo trabalho que executa, conseguiu unir duas coisas que mais ama: jornalismo e empreendedorismo, e há 16 anos atua como assessora de imprensa disseminando pelos veículos de comunicação histórias e dicas que vêm impactando a vida de milhares de pessoas… e de empresas!